15 de nov de 2010

Somália ultrapassa Iraque e se torna capital mundial do terrorismo

A Somália ocupou o lugar do bicampeão Iraque e se transformou na capital mundial do terrorismo como país que corre maior risco de ataques, segundo ranking da empresa de consultoria global Maplecroft.

O novo Índice de Risco de Terrorismo lista ainda ameaça crescente na Rússia, Grécia e Iêmen, mas menor na Índia e na Argélia. O Brasil fica na 64ª posição, no grupo de países com baixo risco.

A Maplecroft afirmou que, entre junho de 2009 e junho de 2010, período em que o ranking foi elaborado, a Somália sofreu 556 incidentes terroristas que deixaram 1.437 mortos e 3.408 feridos.

"A Somália é o país do mundo com o maior número de mortos por terrorismo em proporção à sua população, tendo superado o Iraque e Afeganistão em número de mortos por ataque terrorista", disse a consultoria.

A principal ameaça, afirma, vem do grupo islâmico Al Shabaab, que reivindicou vários ataques suicidas a bomba, incluindo o ataque em fevereiro de 2009, que matou onze soldados de Burundi na missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas).

O mais recente índice diz que o aumento do perigo verificado na Somália e no Iêmen (9º colocado) se deve à violência ligada à rede terrorista Al Qaeda, enquanto os riscos na Rússia (10ª) estão relacionados a ataques de separatistas no norte do Cáucaso.

O Iêmen caiu 13 posições no ranking e entrou, pela primeira vez, na categoria de "risco extremo" --com 109 ataques entre junho de 2009 e junho de 2010. O grupo cita entre as ameaças a colocação de explosivos em aviões de carga que voaram do país para os EUA, no mês passado. Os explosivos, que deveriam explodir no ar, foram interceptados no Reino Unido e em Dubai.

Mas a maior mudança no ranking ficou por conta da Grécia, que passou do 57º para o 24º lugar, superou a Espanha e tornou-se o país europeu de maior risco. A consultoria atribuiu a tendência a grupos de esquerda e anarquistas violentos --como o responsabilizado pelos recentes pacotes-bomba enviados de Atenas para líderes europeus.

O Paquistão, onde mais de 2.000 pessoas foram mortas desde 2007 em uma onda de ataques de militantes islâmicos, subiu uma posição, tornando-se o segundo país de maior risco, enquanto o vizinho Afeganistão caiu da segunda para a quarta posição.

O Iraque, onde a violência desencadeada após a invasão de 2003 liderada pelos Estados Unidos vem recuando, é o terceiro colocado no ranking --depois de liderar a lista em 2008 e 2009.

O topo da lista inclui ainda os territórios palestinos ocupados (5º), Colômbia (6ª), Tailândia (7ª) e as Filipinas (8ª).

O mundo voltou a ficar em alerta quando a Al Qaeda reivindicou A consultoria britânica leva em conta os riscos de atentados, a intensidade da violência (em número de vítimas por incidente), o histórico de extremismo do país e as ameaças feitas contra ele por grupos como a Al Qaeda. Considera ainda se o país está sob risco de um grupo militante que opera historicamente em seu território.

Os EUA (33º), França (44ª) e Reino Unido (46º) permaneceram como risco médio e Canada (67º) e Alemanha (70ª), como risco baixo.

Fonte: Folha.com

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