12 de ago de 2014

Subúrbio de Londres recebe €18,2 milhões para dinamizar utilização de bicicleta

A comunidade de Merton, uma zona que faz a ligação entre o centro de Londres e os seus subúrbios, vai receber €18,2 milhões (R$ 55 milhões), nos próximos cinco anos, para dinamizar e desenvolver a cultura da utilização da bicicleta.
Subúrbio de Londres recebe €18,2 milhões para dinamizar utilização de bicicleta
O financiamento virá do orçamento da Transport for London (TfL), explicou ontem em Lisboa Pip Howson, responsável pelo projecto, durante a conferência What Can You Do for Cycling.
Segundo a responsável, o investimento chega através de um programa denominado Mini-Holland, que pretende transformar parte dos “boroughs”, uma divisão administrativa britânica e que é composta por várias pequenas comunidades, em cidades holandesas – no que toca à mobilidade sustentável, claro.
Pip Howson explicou que vários “boroughs” concorreram a esta financiamento, mas Merton nem sem sequer foi um dos três escolhidos. Assim, Enfield, Kingston e Walthm receberam €39 milhões (R$ 117 milhões) para implementar uma estratégia de desenvolvimento da utilização da bicicleta. Merton e outras quatro comunidades – Newham, Richmond, Bexley e Ealing – ficaram com o restante orçamento, ou seja, os tais €18,2 milhões.
Em Merton, o dinheiro servirá para desenvolver uma a utilização de bicicletas nos arredores de Londres. “Agora há pouca utilização, até porque as Boris Bikes não chegam cá. Mas há um grande potencial”, revelou.
As Boris Bikes, recorde-se, foram lançadas pelo mayor londrino, Boris Johnson, a 30 de Julho de 2010. Elas eram, de resto, uma das suas promessas eleitorais. “As pessoas podem não concordar, politicamente, com ele [Boris Johnson]. Mas sabem que o sistema de partilha de bicicleta foi a sua mais importante medida”, explicou Pip.
Com uma demografia jovem, vários espaços verdes, uma história rica em inovação e um sistema de trânsito que coloca o acento tónico nas chamadas “quiet ways”, Merton tem todas as características para ser uma comunidade ciclista. Até porque o desporto já lhe corre no sangue, uma vez que a comunidade alberga Wimbledon, a meca do ténis.
“O ciclismo  é um meio importante para a regeneração e Merton está envolvida numa estratégia de regeneração”, explicou.
Agora, o plano passa por incentivar os treinos de bicicleta gratuitos, sobretudo para os mais jovens, promover balneários e duches junto aos negócios e empresas, para promover a utilização da bicicleta junto dos trabalhadores, e abertura de inscrições para aprender a lidar com a manutenção dos equipamentos.
Fonte: Green Savers

15 de jul de 2014

Empreender é aprender constantemente e nunca estar preso a fórmulas de sucesso

Numa matéria que li na imprensa dizia que Gini Rometty, atual CEO da IBM, recebeu um conselho de Sam Palmisano, seu predecessor no comando da empresa. Ele disse: "não importa qual é o seu negócio, ele vai se desvalorizar com o tempo. Você tem que mudá-lo constantemente para torná-lo relevante". Ginni aprendeu com ele que a única maneira para crescer sempre é fazer aquilo que "você não sabe fazer".

O irônico desta afirmação é que ela confronta completamente com o que acontece com a maioria das pessoas. Racionalmente, nós procuramos repetir o que deu certo e o que sabemos fazer bem, isso nos dá conforto e mais certeza de se alcançar o sucesso. O recado acima diz o contrário: saia da zona de conforto.
Há muitos anos atrás eu tive um dos melhores gerentes da minha vida profissional. Ele era muito experiente. Por outro lado, eu era um iniciante em análise de sistemas, mas bom conhecedor de algumas tecnologias que o meu gerente não conhecia. Uma vez ele disse pra mim: "Você sabe porque eu contratei você?" Ingenuamente eu respondi que não sabia e ele respondeu: "eu contratei você porque você sabe de coisas que eu não conheço", e completou dizendo: "E você será o meu futuro gerente. Você irá me aposentar e eu quero ser aposentado por gerentes que ensinem coisas diferentes". E, muitos anos depois, foi isso que realmente que aconteceu.
Com esse gerente eu aprendi que eu devo trabalhar sempre com pessoas melhores do que eu, que me ensinem coisas. Anos mais tarde eu descobri que isso não é suficiente, é preciso mais. Eu preciso ter pessoas ao meu lado que não somente sejam melhores do que eu, mas que pensem diferente de mim, que me desafiem e me tirem da zona de conforto, mesmo que isso gere inquietude, desconfiança e ansiedade. Será esse ambiente de desconforto constante que fará a organização se desenvolver... E com ela eu irei junto.
Mais uma vez, a ironia é que a maioria das pessoas gostam de trabalhar em ambientes com pessoas que pensam iguais, do mesmo jeito, enfrentando o mínimo possível de contradição e pensamentos controversos.
A realidade nua e crua, até intragável, é que você somente se sente desafiado quando trabalha com coisas que não domina, quando assume responsabilidades que não se sente preparado e acorda para ir ao trabalho inseguro e nervoso. Junte isso com colegas que desafiam você e que pensem diferente, e você terá o ambiente para crescer e se tornar relevante.
Por Mauro Segura

Como criar toques para celulares com Windows Phone


7 de jul de 2014

Criador do Dropbox acumulou fracassos até virar novo bilionário do Vale do Silício

Foi assim para Drew Houston, o mais novo integrante do clube dos bilionários do maior pólo de tecnologia do mundo, na Califórnia.
Houston, 31, fundou o Dropbox - um serviço de compartilhamento de arquivos online - com Arash Ferdowsi em 2007. A empresa, criada há apenas sete anos, agora é avaliada em US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 22 bilhões).
Mas ele fracassou diversas vezes antes de alcançar o sucesso.
Enquanto estudava ciência da computação no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), teve a ideia de criar um programa de computador para jogar pôquer com dinheiro de verdade na rede.
Mas o jogo tinha um defeito.
"Havia erros que faziam com que o apostador passasse todas as rodadas e ficasse fora do jogo. Era uma forma automática de perder todo o seu dinheiro", ele ri.
A primeira ideia séria do empresário foi um curso online para ajudar alunos na preparação para exames de admissão em faculdades.

Inspiração

Os três anos em que trabalhou nesse projeto não renderam nada, mas suas frustrações para trabalhar em colaboração com colegas viraram a inspiração para o Dropbox.
"Eu estava em um ônibus indo de Boston para Nova York com uma grande lista de coisas que eu queria fazer. Olhei todos os meus bolsos até descobrir que tinha esquecido meu pendrive", explica ele.

Criador do Dropbox gostava de computadores desde pequeno
"Pensei: nunca mais quero ter esse problema", diz ele.
Com quatro horas para gastar e sem nada para fazer, ele decidiu começar a escrever um código, e assim nasceu o Dropbox, uma ferramenta de armazenamento de arquivos em nuvem online.
Inicialmente, os investidores receberam a ideia de forma morna, pois havia muitas outras ferramentas de armazenamento baseado em nuvem.
"Mas eu perguntava: 'Você usa algum deles? Eles sempre diziam não", afirma ele.
Hoje, sete anos mais tarde, o Dropbox revelou-se um sucesso, alcançando recentemente 300 milhões de usuários - um público que ele diz que nunca poderia ter tido com suas ideias anteriores.
E isso, diz ele, é parte da chave para o sucesso. "Faça algo que as pessoas querem. Isso parece tão óbvio, mas quando você analisa por que as empresas fracassam, normalmente é por não terem clientes suficientes."
Ferramenta tem, atualmente, cerca de 300 milhões de usuários
O timing também foi bom para o Dropbox - Houston lançou a empresa no momento em que os usuários estavam migrando para outros dispositivos, a partir de netbooks para telefones celulares e depois para tablets.
Para Houston, além de desenvolver um produto fácil de usar, o outro ingrediente essencial para o sucesso de um produto é uma boa distribuição.
"Com o Dropbox, bastava as pessoas contarem para seus amigos e colaborarem. Quando você vai para o trabalho e inicia um projeto com os colegas você basicamente recruta-os para virarem usuários do Dropbox, porque vocês estão trabalhando em um projeto conjunto."

Riscos

É claro que a noção de risco faz parte da própria ideia de empreendedorismo, mas Houston acredita que há exagero nesta visão.
"É um equívoco imaginar que os empreendedores adoram risco. Na verdade, todos queremos que as coisas saiam como esperado. É necessário ter um otimismo cego e tolerância para a incerteza."
Ele diz que, quando começou a empresa, teria ficado intimidado com a ideia de ter 700 funcionários, como o Dropbox tem hoje.
"A boa notícia é que isso acontece aos poucos", diz ele.
"Uma das grandes coisas sobre mudar-se para o Vale do Silício é que você está cercado por pessoas que fizeram isso antes. Este lugar é uma linha de montagem que leva pessoas com vinte e poucos anos a percorrer tudo que precisam para aprender."
"É preciso ter compromisso com a aprendizagem e colocar-se no limite de sua zona de conforto para desenvolver habilidades que não viriam naturalmente."
E sobre entrar no clube dos bilionários?
"É muito decepcionante, na verdade," ele ri. "Seria ótimo se houvesse apenas um interruptor de felicidade que se acende. Mas é claro que eu me sinto muito feliz, e cada vez mais eu e outras pessoas no Dropbox vão gastar mais tempo pensando em como dar um bom retorno à comunidade."
Fonte: BBC

2 de jul de 2014

Wlyssys Yguana: 9 adolescentes que já são empreendedores de sucess...

Wlyssys Yguana: 9 adolescentes que já são empreendedores de sucess...: Uma das frases mais repetidas no mundo corporativo diz que "não há idade para começar a empreender". De fato, a expressão não é ...

9 adolescentes que já são empreendedores de sucesso

Uma das frases mais repetidas no mundo corporativo diz que "não há idade para começar a empreender". De fato, a expressão não é das mais criativas, mas é verdadeira: até por isso, há uma série de jovens, no Brasil e no exterior, faturando alto desde cedo.
Confira a história de oito empresas – e nove empreendedores – que, apesar das dificuldades e da falta de experiência, atingiram o sucesso profissional. Há até adolescentes multimilionários. Confira: 
O investimento inicial de Isabella Weems foi de US$ 350 (Foto: Divulgação)
1) US$ 250 milhões aos 18 anos
A americana Isabella Weems, conhecida como Bella, começou a empreender porque queria comprar um carro. Para isso, em 2010, ela criou a Origami Owl, uma plataforma online de joias. O investimento inicial na Origami Owl foi de US$ 350, dinheiro ganho por Bella em trabalhos como babá. Ela começou a fazer joias e contou com a ajuda de família e amigos para vendê-las para conhecidos. No ano seguinte, já na internet, a Origami Owl começou a trabalhar com consultores, que compram as joias online e as revendem.

Em 2012, a Origami Owl faturou US$ 25 milhões. Para o ano seguinte, Bella estipulou uma meta: chegar a US$ 250 milhões. A Origami Owl ainda não divulgou dados sobre o desempenho no ano passado, mas é possível dizer que ela superou – e muito – o sonho de ter um automóvel.
2) "Empreender é brincar"
O representante brasileiro dessa lista é o alagoano Davi Braga, de 13 anos. Davizinho, como é chamado, é filho de João Kepler, investidor-anjo bastante conhecido no mundo das empresas de tecnologia. No caso de Davi, parece que a paixão pelo empreendedorismo foi contagiosa: ele é um dos cofundadores da List-It, um sistema de compra de material escolar.

Quem vê a história de Davi pode imaginar que ele não esteja aproveitando sua infância, já que começou nos negócios tão cedo. Mas para o menino, empreender é uma brincadeira tão divertida quanto jogar videogame ou bola. “Eu consigo fazer tudo com equilíbrio: estudar, brincar e empreender”, afirma. “Empreender é como brincar, é diversão.”
O objetivo é lançar o site do List-It oficialmente no ano que vem. Atualmente Davi está à procura de lojas parceiras da plataforma.  Também vale dar uma olhada na desenvoltura do menino em um pitch, realizado na Demo Brasil Nordeste, no começo do ano.
Julianne Goldmark e Emily Matson, fundadoras da marca Emi-Jay (Foto: Divulgação)
3) Paixão que vira negócio
As americanas Emily Matson, 18 anos, e Julianne Goldmark, 17, ainda estavam no colégio quando transformaram uma paixão por acessórios de cabelo em uma marca que faturou US$ 5 milhões em 2012. Apaixonadas por laços e elásticos de cabelo mostrados na série Gossip Girl, as meninas queriam comprar produtos semelhantes, mas encontraram com preços que consideraram muito altos.

Elas decidiram, então, comprar materiais e criar seus próprios acessórios. Um mês depois, as duas receberam uma ligação da revista Marie Claire e os acessórios da marca Emi-Jay se tornaram queridinhos da revistas de moda e beleza. Os acessórios custam entre US$ 5 e US$ 20. Em 2012, a empresa vendeu cinco milhões de unidades e dobrou esse número em 2013. O faturamento do ano passado ainda não foi declarado. Neste link, você encontra mais informações sobre Emily e Julianne.
4) Mercado de um bilhão de pessoas
O indiano Angad Daryani construiu seu primeiro robô com oito anos. Aos 13, ele já estava montando sua própria versão, com código-fonte aberto, da impressora 3D RepRap. Agora com 15 anos, ele criou a SharkBot, uma versão modificada da RepRap, que será a primeira impressora 3D caseira a ser comercializada na Índia – ou seja, Daryani tem um mercado de mais de um bilhão de pessoas.

O garoto acredita que a impressora será mais rápida e mais robusta impressora 3D do mundo, e poderá imprimir qualquer material, exceto metal. Um de seus protótipos já está sendo usado no Instituto Indiano de Tecnologia, em Mumbai. Saiba mais sobre Daryani aqui.
5) Dinheiro em rodinhas
O norte-americano Nicholas Pinto, de 14 anos, sempre gostou de andar de patinete. No entanto, ele tinha um problema: as rodinhas do seu brinquedo sempre quebravam. Enxergando no problema uma oportunidade, ele  resolveu criar modelos mais resistentes de roda. A ideia se transformou na LB Scoots, empresa criada em que faturou US$ 100 mil (R$ 225 mil) em 2012. A LB Scoots ainda não divulgou o faturamento registrado em 2013.

6) Uma ajuda para a irmã
A estudante americana Megan Grassel não encontrava sutiãs bonitinhos e apropriados para sua irmã mais nova, de 13 anos. Quando ela experimentava as peças, nenhuma servia bem e todas tinham muito apelo sexual. Então, ao invés de apenas ficar reclamando, ela criou sua própria marca, a Yellowberry, no ano passado.

A empresa de Megan, que faz sutiãs bonitinhos e confortáveis para meninas entre 11 e 15 anos, levantou US$ 41 mil em uma campanha no site de financiamento coletivo Kickstarter. Com o sucesso da campanha, que pedia US$ 25 mil, a primeira coleção foi toda vendida em poucos dias. 
Nick D'Aloisio (Foto: Divulgação)
7) Vendeu negócio e ganhou emprego do comprador
Nascido na Austrália e radicado no Reino Unido, Nick D'Aloisio, 18 anos, lançou no fim de 2011 o Summly, um dos organizadores de notícias mais famosos do mundo. Em março de 2013, vendeu a plataforma para o Yahoo!, por US$ 30 milhões. Hoje, D'Aloisio é funcionário integral do Yahoo!.

8) Lucro para pagar a faculdade
Aos 15 anos, Madison Robinson tem seu próprio negócio – uma empresa que fabrica chinelos para crianças – e já faturou seu primeiro US$ 1 milhão. Sua empresa, a FishFlops, foi criada em 2006, quando Madison tinha apenas oito anos de idade. Os chinelos, cujos desenhos são feitos pela própria garota, são inspirados em duas das suas paixões: pescar e nadar.

Além de chinelos, Madison vende camisetas e livros infantis que ela mesma escreve. Por orientação do pai, o lucro da empresa está sendo economizado para pagar a faculdade da menina. 

17 de jun de 2014

O homem que ganha R$ 750 mil por mês jogando videogame

Quanto dinheiro você gostaria de ganhar jogando videogame? Não se surpreenda se seu desejo for mais modesto que o salário real deste sueco. Com apenas 24 anos, Felix Kjellberg fatura nada menos que US$ 4 milhões por ano, o que equivale a um salário mensal de R$ 749,3 mil.
Felix consegue isso através do sistema de publicidades do YouTube, onde ele hospeda vídeos de si mesmo jogando enquanto se comunica com os internautas. Lá ele é mais conhecido como PewDiePie e conta com uma audiência superior a 27 milhões de pessoas.
O youtuber deu uma rara entrevista ao Wall Street Journal, explicando que o sucesso vem de seu método de trabalho: os reviews que "Pewds", como também é chamado, faz não são nada tradicionais. Durante o jogo, ele segue a opinião da audiência e se comporta de maneira estranha, se contorcendo, xingando e gritando. E as pessoas gostam. Para se ter uma ideia, foi graças a um vídeo feito no começo do ano chamado "Flappy Bird, não jogue este game", que o título decolou a ponto de ser tirado do ar por seu próprio criador, que o considerou viciante demais.

Suas críticas, positivas ou negativas, ajudam a inflar os resultados das produtoras e desenvolvedoras de jogos; incluindo as independentes, com jogos que talvez nunca cheguem ao público tradicional - caso de Goat Simulator.
Embora o canal de Felix tenha apenas cinco anos, desde dezembro de 2012 ele é o mais importante cliente da Maker Studios, produtora online vendida para a Disney no começo de 2014 por algo em torno de US$ 1 bilhão. É o trabalho deles que ajuda a multiplicar os ganhos de Felix.