11 de mar de 2010

Mulheres são maioria nas redes sociais

Mulheres são maioria nas redes sociais  - Coluna Elis Monteiro
No Brasil, os homens ainda são maioria no Twitter, rede de microposts que só cresce – só em fevereiro deste ano, mais de 1.300%. Segundo estudos do Twitter Central, organização brasileira que mede audiência e uso da rede, o sexo masculino é predominante, com 55,71%, ficando o feminino com 42,44%. Mas a presença em massa do público masculino no Twitter no Brasil não “bate” com o que acontece na internet mundo afora, principalmente nos Estados Unidos.

Levantamento feito pelo site InformationIsBeautiful.net, por meio da ferramenta Google Ad Planner, que oferece detalhes dos principais endereços da internet (tirando alguns sites do Google), as mulheres são maioria nas redes sociais. Entre 17 sites analisados, 12 têm maioria de público feminino. O Facebook, por exemplo, tem 57% de mulheres. Já no Flickr, 55% dos usuários são do sexo feminino. No MySpace , a predominância feminina é de 64%, enquanto no Hi5 as mulheres correspondem a 54% do público frequentador.

As demais redes com maioria feminina são FriendFeed (55%), Ning (59%), Gaia Online (61%), Classmates.com (64%), Buzznet (64%), Tagget (64%) e Bebo (68%).

Das redes sociais com igualdade relativa entre usuários homens e mulheres são LinkedIn, YouTube, DeviantART e del.icio.us. O levantamento constatou que apenas o Digg tem maioria masculina, com 64% de usuários homens. Os números relativos ao Twitter ainda estão sendo avaliados no mundo, mas no Brasil, como dissemos lá em cima, os homens ainda parecem ser maioria.

Ainda não se tem uma estatística que mostre por que as mulheres têm tanto interesse em redes sociais, mas os dados podem ser um indicativo interessante para as marcas que porventura se interessem em atingir tão seleto grupo.

De acordo com um estudo realizado pela Q Interactive, três quartos das mulheres americanas, por exemplo, afirmam não ter sido ainda impactadas nem seduzidas pelas ações de marcas presentes no mundo das mídias sociais.

Do total das entrevistadas pela pesquisa, 83% disseram possuir uma opinião neutra ou negativa quando deparadas com uma marca presente nas redes sociais. A utilização de redes como Facebook e Twitter aumentou consideravelmente por parte das mulheres em relação ao ano anterior (2008) e cada vez mais o público feminino se mostra disposto a desbravar as possibilidades oferecidas pelas novas redes de comunicação e interatividade.

O mais interessante é que a procura por descontos e promoções figura entre os três tópicos de maior interesse do público online (os primeiros dois são o uso do email e a atualização dos perfis nas redes). E nem é preciso dizer que as mulheres ADORAM uma promoção. Apesar disso, 75% das entrevistadas pela Q Interactive afirmaram não se sentir “tentadas”, dentro destas redes, a adquirir bens ou serviços das marcas ativas no ciberespaço. Talvez esteja faltando uma estratégia mais direcionada a um público especial, que busca produtos e serviços dedicados ao seu universo.

O YouTube é um caso clássico de predominância masculina. Nos Estados Unidos, por exemplo, o público do sexo masculino está mais envolvido com os vídeos online que o feminino. A fatia de mulheres que acessam sites de vídeos online cresceu de 46% em 2008 para 59% este ano. Entre os homens americanos, o acesso a vídeos cresceu de 57% em 2008 para 65% em 2009.

Segundo estudo realizado pela Pew Internet, em um dia típico os homens conectados tendem a assistir mais vídeos em sites como o YouTube do que as mulheres. Diz a pesquisa que os internautas do sexo masculino registram uma média de acesso de 23% e, os do sexo feminino, de 15%.

A utilização de sites de vídeos nos Estados Unidos é muito grande. De acordo com a pesquisa, 62% dos americanos consomem vídeos online, o que torna a atividade mais popular do que o acesso a redes sociais. Segundo um estudo recente da consultoria Forrester, 55,6 milhões de internautas (um terço da população daquele país) acessam redes sociais nos EUA pelo menos uma vez por mês.

Já os dados publicados pela Pew Internet mostram que 46% dos internautas americanos acessaram redes sociais ao menos uma vez por mês e 11% nunca aproveitaram seu tempo online para acessar serviços como Twitter e Facebook.

A pesquisa da Pew entrevistou 2.253 adultos sobre o consumo de vídeos na internet e mostra que 35% dos internautas americanos já assistiram a um seriado completo de TV na web. Já 89% dos internautas com idade entre 18 e 29 anos assistem vídeos no YouTube, no Hulu ou em outros produtos similares, o que representa um crescimento de 72% em apenas um ano.

A conclusão dessa miscelânea toda? Que as mulheres já dominam as redes sociais, mas as empresas ainda não dedicaram tempo e pesquisas suficientes para seduzir esse público que, como todo mundo sabe, é, por tradição, aquele que toma as decisões de compra. Não custa lembrar que na maior parte das vezes a palavra final é sempre do homem: “sim, senhora”.

Fonte: Elis Monteiro

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