30 de set de 2010

Dilma e Serra intensificam esforços para afastar boatos

Para evitar prejuízos à imagem nos últimos dias antes das eleições, equipes de campanha de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) intensificaram os esforços para desmentir boatos e denúncias falsas que circulam na internet. E-mails que ligam candidatos a temas polêmicos, como aborto e privatizações, são os principais alvos dos candidatos - que também usam sites e redes sociais para tentar divulgar as informações corretas. A avaliação é de que é preciso agir rapidamente, antes que os eleitores cheguem às urnas, para evitar que os boatos se espalhem e sejam tomados como fatos.

Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convocado para rebater a onda de boatos contra Dilma. Em uma gravação que começou a ser exibida na TV e está no site da candidata petista, o presidente defende a ex-ministra e lembra que sofreu com campanhas negativas quando disputou as eleições. "Estou vendo acontecer com a Dilma o que aconteceu comigo no passado, quando pessoas saíam do submundo da política mentindo a meu respeito", diz Lula.

O sinal de alerta na equipe petista foi aceso por uma enxurrada de e-mails e artigos em blogs que afirmavam que Dilma seria favorável ao aborto e que teria declarado que "nem Jesus Cristo" impediria sua vitória no primeiro turno. Hoje, diante de líderes religiosos, a candidata precisou reforçar sua postura "em defesa da vida" e esclarecer que as mensagens são apenas de boatos.

Na candidatura do PSDB à Presidência, o próprio José Serra fez questão de esclarecer afirmações polêmicas sobre seu programa de governo. Na internet, o tucano tenta se descolar do que chama de "mentiras" que circulam pelas redes sociais - como supostos projetos de privatização da Petrobras e o fim do Bolsa-Família, da Zona Franca de Manaus e dos concursos públicos.

"Há uma máquina de mentiras a meu respeito, trabalhando em tempo integral", escreveu o candidato, ontem, na rede de microblogs Twitter. "Eu não vou privatizar a Petrobras, isso é terrorismo do PT", acusou.
(Estadão)

Fonte: Jornal Pequeno

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